“Eu sou um desses que busca. Existem, creio eu, milhões de nós. Nós não somos infelizes, mas também não estamos muito contentes. Continuamos a explorar a vida, na esperança de descobrir o seu mais mágico segredo. Continuamos a explorar a nós mesmos, na esperança de entender. Nós gostamos de caminhar pela praia, somos atraídos pelo oceano, tomados por seu poder, seu movimento incessante, o seu mistério e beleza indizíveis. Gostamos de florestas e montanhas, desertos e rios escondidos, e das cidades solitárias também. Nossa tristeza é tanto parte de nossas vidas como é o nosso riso. Compartilhar a nossa tristeza com alguém que amamos é talvez motivo para uma das maiores alegrias que conhecemos – a menos que seja para compartilhar nosso riso.

Nós, os ‘buscadores’, somos ambiciosos apenas pela própria vida, por tudo de lindo que ela pode proporcionar. Acima de tudo nós amamos e queremos ser amados. Queremos viver em um relacionamento que não vai impedir o nosso divagar, nem impeça a nossa busca, nem bloqueie-nos em muros de prisão; que nos aceite pelo pouco que temos a oferecer. Nós não queremos ter que provar a nós mesmos para o outro, ou competir por amor.

Para viajantes, sonhadores e amantes, para os homens e mulheres solitários que se atrevem a pedir da vida tudo de bom e de bonito. É para aqueles que são demasiadamente gentis para viver entre os lobos.”

- James Kanavaugh, ‘There Are Men To Gentle To Live Among Wolves’
(trecho rapidamente traduzido, original aqui)

Lembrar, contudo, é uma coisa que acontece ainda que a gente não queira.

“E assim onze de junho. Desses que não preciso decorar os detalhes, porque sei que eles virão no momento em que menos esperar. Virão em noites durante incansáveis tentativas de acalmar o espírito. Virão toda vez que encarar uma página em branco ou um cursor piscando. O assombro familiar de quem lembra demais de algo.”

Ótimo texto do Renmero lá no Epic Shit. Vale a leitura, em especial pra gente como eu, que não sabe brincar de lembrar pouco.


Vocês que veem a imagem abaixo se lembram do nosso amigo Matthew Lewis aos 12 anos?

Bem sucedido é pouco!
:D


E daqui a alguns dias vamos todos celebrar o fim de toda uma adolescência literária nos cinemas – dia 15 estreia a parte 2 de Harry Potter e as Relíquias da Morte, último filme da franquia milionária de J. K. Rowling. Como não poderia deixar de ser, não podemos deixar de rir, comparar hoje com 8 anos atrás e (deixa eu!) se emocionar com o final da história. E se você curte a argumentação de Harold Bloom, bom amigo, eu também não discordo muito dele, o que não me faz gostar menos da série. De novo, deixa eu! :D

 

 

Essa é a Trafalgar Square no dia da Premiere.


Neville Longbottom, 10 anos lhe caíram muito bem


Desde sempre acredito que fui partidária do compartilhamento de informações e conhecimento. Já na escola a grande sacada era ajudar os amiguinhos com as matérias que eu entendia com mais facilidade, e também ser auxiliada por eles em disciplinas em que eu me mostrava uma verdadeira negação. Depois foi a época de aceitar de bom grado conhecimento de onde quer que ele viesse para conseguir encerrar o projeto do colégio técnico, e pra completar fui eu a cara de pau de propor que os candidatos de um processo seletivo se ajudassem em uma questão que parecia impossível para todo mundo. Sim, duas ou mais cabeças sempre chegam a uma melhor conclusão que uma só, e eu não acho que cobrir sua prova com braços e ombros vá fazer de você um melhor candidato.

E o mais legal é que a internet torna esse processo de compartilhamento de conhecimentos ainda mais viável – você pode compartilhar uma idéia no blog ou no Twitter e ver o que era apenas um palpite se transformar em um grande projeto, ou o que era apenas uma frase virar praticamente um tratado.

Eu comecei com um tuite pidão.

Depois de assistir alguns curtas de colegas aqui da Unicamp, percebi que a galera não entendia muito bem a importância de fazer seu trabalho ser devidamente indexado pelo Google. Não é que eles não saibam como fazer – eles descobrem em dois palitos – mas é a falta da noção do porquê fazer isso. Com isso, aproveitei o convite do amigo Jean de fazer uma palestrinha no Festival do Instituto de Artes (FEIA) para tentar planejar uma apresentação em que eu pudesse explicar para todos esses criativos e talentosos colegas as razões pelas quais eles deveriam sim se preocupar em criar um blog, um Twitter, uma página no Facebook e o que mais parecer viável para as suas produções artísticas, fossem elas vídeo, áudio, texto, fotografia, imagem ou o que for.

Humildemente solicitando a ajuda de gentes ligadas nos ‘tópicos da tendência’ da interwebs, como Inagaki, Kaluan e Bia Granja, eu compilei os seguinte esquemático para transformar em uma entusiasmada (e quase motivacional!) palestra pro FEIA. E como conhecimento tá aí pra ser compartilhado e, assim, expandido, vou publicar aqui o esquemático da minha idéia como um teaser do que está por vir, e também como uma forma de angariar ainda mais palpites pra ilustrar meu ponto básico que é: coloque a sua arte na internet. Pode ser que o sucesso não venha, mas pode ser que suas iniciativas sejam motor para outras, ou que sirvam de inspiração, ou até mesmo se tornem uma referência para uma futura indicação de trabalho. O que não pode é guardar tudo na gaveta, na contra-capa do caderno ou naquele CD riscadíssimo no fundo do armário.

E ainda que a minha arte de hoje se resuma a ser uma palpiteira de plantão, eu sigo meus próprios conselhos: tá aqui a minha ‘arte da pitacação’ na rede :)

FEIA 12 – Como e porque colocar sua arte na web

Gente que fez sucesso com a ajuda da internet
- Marimoon (fotologger para VJ da MTV)
- Rafinha Bastos (da página do Rafinha para o Standup Comedy e depois para o CQC)

O que você ganha logo de cara: nada
O que pode vir a ganhar: relevância (whoofie), dinheirinhos com cliques, propaganda, quem sabe uma boa proposta de trabalho

Sua arte é: Música
(canção, álbum, mashup, remix)

Caso mainstream: Radiohead
Caso emblemático: Mallu Magalhães, The Gregory Brothers, A Banda Mais Bonita da Cidade, Rebecca Black
Caso piada: Sou Foda, Stephanie do Cross Fox

Como colocar sua arte na web: MySpace, YouTube

Sua arte é: Vídeo
(curta, clip, produções audiovisuais em geral)

Caso mainstream: Felipe Neto, PC Siqueira
Caso emblemático: 3% – a série
mais infos e alcance internacional

Como colocar na web: Vimeo, YouTube, blog com informações, página do Facebook

Sua arte é: Visual
(desenho, foto, montagem)

Caso mainstream: (ainda a completar)
Caso emblemático: Fábio Rex com seus infográficos de bebidas, projeto fotográfico “eu sou gay”

Como colocar: deviant art, blog, flickr, tumblr

Sua arte é: Texto
(artigos, ensaios, ficção, contos, whatevar)

Caso mainstream: Shit my dad says, Clarah Averbuck
Caso emblemático: Edu Testosterona
Caso piada: pedreiro_online

Como colocar: jornais online (olha o Xavante!), blogs coletivos, blogs individuais, twitter

Como viabilizar monetariamente seus projetos

Crowdfunding (a famosa vaquinha)

Exemplos de sucesso
- Ajude um repórter
- Jornalista dos EUA cobre eventos da Líbia com grana arrecadada via KickStarter

Plataformas pra arrecadar a grana
- Kickstarter
- Catarse

Como proteger os direitos da sua arte

- Creative Commons

Agradecimentos:
@Kaluan_, @BiaGranja, @Inagaki, @barraponto e @jeancamargo

ATUALIZAÇÃO: Veja o Slideshare da apresentação feita em 26/setembro no FEIA 12 :)



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