Qual é a da Campus Party?
A Campus Party iniciou oficialmente ontem, por volta da meia noite, com muito samba e batucada. Afinal, estamos no Brasil.
O ministro da cultura Gilberto Gil aproveitou a ocasião pra neologizar: ele quer “bandalarguizar” a nação. O que quer que isso signifique, o pessoal por aqui não gostou muito. Preferia ver o Robô Quasi tecno-sambando ao som de um samba-tecno-mix. Mas nem tudo são flores.
O primeiro dia da Campus Party foi praticamente um reconhecimento do terreno: como colocar aquele enorme colchão de ar dentro da barraca, onde é que se pode fazer xixi, troca de dinheiro em notas de 1 real pra comprar refrigerante na máquina, enfim, o pessoal vai timidamente ambientando, se conhecendo e se sentindo mais confortável.
A priori, a vestimenta casual não casa com a situação. A moda aqui é despojado-confortável. Chinelos, sandálias, papetes, regatas e shorts, calças e blusinhas. Apesar do ar condicionado, existem áreas que ás vezes tornam-se abafadas, devido ao fluxo de pessoas. A área de Games, por exemplo, não deixava de aquecer. Tantas máquinas ligadas e tanta gente junta, não dava pra esperar menos. Todo mundo fica com calor, exceto as supermáquinas da área de Modding. Elas brilham com neon e mostram as engenharias pra se manter a máquina refrigerada. Vale a pena conferir pela engenhosidade. Porque eu não teria coragem de refrigerar uma supermáquina daquelas com água.

Supermáquina refrigerada com água
O fluxo de informação vai ser imenso. Tem gente tirando fotos a torto e a direito, quase não olhando a cena pra manter registrado em fotografia; toda hora tem alguém escrevendo algo sobre o assunto, uns mais imparciais, outros menos. Quem está de fora não vai ficar sem saber se souber onde procurar.
Bem vindos à Campus Party Brasil. A festa acabou de começar.
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