Gaiola da classe média
Uma narrativa que se passa no atribulado ano de 1992, sem quase citar os problemas políticos que assolaram o Brasil em tal momento, assim é “A Gaiola de Faraday” de Bernardo Ajzenberg.
A história, que de Faraday tem muito pouco, usa a estrutura de uma novela “global”: cada capítulo aborda um núcleo, como se fosse um take, e logo muda-se para outro prisma da mesma problemática. Apesar de alguns (muitos!) desdenharem as novelas, esse tipo de estrutura é interessante porque acelera o ritmo de leitura e de certo ponto promove um suspense, mesmo que bem leve.
O enredo é curioso. Um pai que resolve sair de casa, mas que continua acompanhando a vida da família, espionando, procurando saber como estão os filhos e a mulher. Entretanto o pai não tem um rumo a seguir, ele simplesmente foge dos seus problemas quando eles se tornam um fardo pesado demais.
No encontro entre alunos e autores promovido pela professora Maria Eugênia, Bernardo Ajzenberg nos contou como o jornalismo influenciou o seu lado literário:
Uma boa história para compreender os pequenos grandes problemas da classe média paulistana.

A Gaiola de Faraday
de Bernardo Ajzenberg
129 páginas
Editora Rocco

R$23,00
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