Preparem-se, leitores que curtem tecnologia: 2010 tem fortes tendências para ser o ano dos eReaders.
É curioso, mas o ritmo da popularização da idéia de livros “digitais” e de dispositivos capazes de ler esses eBooks tem de tudo para ser bem semelhante à popularização do iPod.
Lá pelos idos de 1998 já existiam mp3 players circulando, criações ainda consideradas sem utilidade ou que não vingariam, em especial pelas questões de direitos autorais das músicas em formato mp3. Quando 2001 chegou, o tio Steve Jobs mostrou ao mundo o incrível aparelho mp3 da Apple, com um design diferente, bonito e elegante. Até aí, tava no mesmo patamar dos Xing Lings: interessante, mas pouca gente tinha um na mão. Mas Jobs teve uma ideia melhor: em 2003 ele lançou a iTunes Store, loja especializada em vender arquivos de música em um formato específico para os iPods, de forma juridicamente legal, e a um precinho camarada. Resultado? Um boom de iPods pululando em mãos norte-americanas.
Relacionando o passado com o presente, é a partir do mesmo raciocínio que a Amazon lançou o Kindle. Se já existiam eReaders antes? Claro. Em 2005 a Sony já apresentava o Sony Librié, que veio sendo atualizado e melhorado desde então. Mas a grande sacada da Amazon foi oferecer o dispositivo de leitura junto com “o quê” se ler. De novo, é o mesmo raciocínio de Steve Jobs em 2003: oferecer o leitor de eBooks e os eBooks é oferecer ao leitor a faca e o queijo. E cobrar pelos dois.
A minha previsão “mãe Diná style” sobre 2010, entretanto, é baseada apenas em instintos e análise de notícias. Desde 2007, o Kindle vem sendo melhorado, barateado, suas funções tem sido expandidas e algumas taxas simplesmente sumiram. Se você foi um dos que olhou babando para o eReader da Amazon em 2007, você há de se lembrar que existia uma taxa para conversão de documentos e pdfs para o formato de leitura do Kindle, e que o acesso a internet era limitado, além do funcionamento estar restrito ao território do Tio Sam.
Hoje, ele já é apresentado como um dispositivo internacional, que permite a conversão gratuita de documentos para o formato do leitor de eBooks, e seu preço diminuiu significativamente. Isso porque a Amazon sabe que o seu lucro não virá do Kindle, mas das centenas de livros que serão adquiridos em sua loja por pessoas de todo o mundo. A distribuição será super facilitada, já que não haverá frete, e a entrega é praticamente instantânea no mundo todo.
Além do Kindle, outros eReaders aparecem no cenário, gerando a melhor coisa possível para nós, clientes: concorrência. Recentemente a Barnes & Noble lançou o Nook, eReader da famosa rede de livrarias. Novamente, o lançamento do dispositivo vem atrelado a uma infinidade de títulos publicados pela B&N que poderão ser comprados a partir do dispositivo. Além disso, a B&N ofereceu alguns mimos a mais em relação ao Kindle, como acesso Wi-Fi gratuito nas lojas da rede, empréstimo de livros entre dispositivos, amostras de livros e uma boa variedade de capinhas para os Nooks.
Também existem iniciativas nacionais, de eReaders brasileiros que tem diversas das funcionalidades encontradas nos produtos internacionais. Claro que a tecnologia é diferente, e o custo em reais ainda é incerto. Mas só o fato de existir a intenção de fabricar um dispositivo desses em terras tupiniquins já mostra que existe muita esperança neste ramo de negócios “livrescos”.
Portanto, guarde seu rico dinheirinho e contenha a sua vontade. Comprar qualquer destes dispositivos em curto prazo significa pagar caro por algo que ainda precisa de muitos aparos de arestas. Além disso, 2010 tem fortes chances de ser o ano da popularização dos leitores de eBooks, e devem surgir versões melhores e mais baratas durante o ano.
Só é preciso torcer para que as questões de autoria dos livros sejam mais facilmente contornadas do que as questões relativas ao mp3, que perduram até hoje.
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Já pensou se deparar com uma estante enorme, de 4 metros de altura por 5 metros de largura, e poder trocar os seus livros usados por outros? Pois pare de imaginar e vá conferir, porque a Estante Virtual se “materializou” na 14ª Bienal Intenacional do Livro do Rio de Janeiro com essa e-nor-me estante para comemorar os 4 anos de sucesso do portal.
Lá também estarão reunidos livreiros de todo o país para conversar sobre livros, dar dicas de leitura, sugestões, enfim, disponíveis para uma verdadeira consultoria literária, além da presença de uma grande personalidade da literatura brasileira na área dos sofás para aquela conversinha sobre livros.
E mais: a estante gigante está aberta para a troca de livros! Funciona assim: você leva um livro que você já leu para colocar na estante e troca por qualquer outro que já esteja ali. O limite de troca é de 10 livros por pessoa, mas isso já dá pra uns bons meses de leitura, não é mesmo?
No final da Bienal, os livros que ficarem na estante gigante serão doados para uma instituição ou comunidade que será indicada pelos próprios visitantes do stand.
Tá esperando o quê? Corre lá para aproveitar!
XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro
de 10 a 20 de setembro de 2009 no Riocentro
Av. Salvador Allende, nº 6555 – Barra da Tijuca
O stand da Estante Virtual é o R20, no Pavilhão Verde
Ingressos a R$12 a inteira e R$6 a meia
Mais informações no site da Bienal
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A gente gosta sempre de culpar o excesso. “São tantos links, tantos emails, tantas matérias, artigos, jornais, revistas, livros…” É, realmente, são muitos, mas o que também não ajuda nem um pouco é a “síndrome neurótica da ignorância” que as pessoas desenvolvem, achando que não sabem o suficiente ou, pior!, que o vizinho sabe muito mais e assim ficam se sentindo em desvantagem.
Um dos maiores aprendizados que faltam hoje em dia é o saber lidar com o “não saber”. Ao se perceber ignorando um determinado assunto, muitas pessoas entram em pânico e acabam tendo decisões extremadas: ou saem para conseguir todos os livros acerca do tal assunto que não conhecem, ou desistem, pensando ‘isso é muito complicado pra mim’.
A simples consciência sincera de não saber sobre algo, em princípio, já é um conhecimento. Parece absurdo, mas delimitar as “fronteiras” do próprio conhecimento evidencia o saber individual. Por isso, não saber não é motivo de pânico, e sim uma questão de demarcar limites.
E a verdade é que o mundo tá atolado de informações, e você provavelmente não vai ter tempo de consumir boa parte delas, fato. E não dá pra entrar em desespero todos os dias. Mas, ainda assim, é possível conhecer e se inteirar sobre os assuntos sem, contudo, precisar estar em cima do lance o tempo todo. E é disso que fala Pierre Bayard em seu livro “Como falar dos livros que não lemos”.
Professor de literatura francesa da Universidade de Paris, Bayard liberta aqueles que se sentiam contraventores das convenções acadêmicas ao falar sobre algo que não leram por completo. Segundo o professor francês, muitas vezes não é necessário ler um livro completamente para poder falar dele. Tanto porque, com o volume de publicações anuais, seria humanamente impossível ler todos os livros dos quais temos que falar em algum momento da vida. Bayard afirma que mais do que ler todas as páginas, é preciso saber contextualizar a obra, relacioná-la com outras, interpretá-la segundo critérios pessoais, enfim, conhecê-la e não apenas consumir parágrafos.
Apesar de poder ser mal vista por críticos literários e acadêmicos, que tem suas profissões baseadas no saber sobre livros, a obra do professor francês lembra que o que faz um bom crítico literário é experiência de vida que faz com que ele possa distinguir rapidamente um bom livro de um mau livro. Ele relembra uma citação atribuida a Oscar Wilde, que dizia que apenas 6 minutos de leitura bastavam para julgar um livro como bom ou ruim.
O principal mérito do Bayard em “Como falar dos livros que não lemos” é desmistificar o pré-suposto de que para falar sobre livros é preciso ser um especialista, com anos de prática e pesquisa, além de milhares de “livros-lidos” no currículo. Pouco vale uma estante lotada de títulos se não se não existe a capacidade de interpretá-los e relacioná-los entre sí. Afinal, um dos motivos de lermos tanto é ter bagagem para entender outros tantos livros.
O autor também ressalta que a interpretação literária depende de muitos fatores, como o repertório individual e a cultura na qual o indivíduo se desenvolveu, e nenhuma delas estará errada se houver uma boa argumentação. Boa argumentação, aliás, é o que não falta ao professor francês, além do bom uso de analogias e exemplos literários para elucidar seus pontos: ao falar sobre um determinado argumento, Bayard ilustra a situação usando obras literárias, personagens cinematográficos e situações cotidianas, o que torna o livro ainda mais rico e interessante.
Leitura recomendada, em especial para os universitário da área de humanas, potenciais alvos da síndrome neurótica da ignorância.
Como falar dos livros que não lemos
Pierre Bayard
Editora Objetiva
208 páginas
R$32,90
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Marzão Digital
Antes era o GeoCities.
O cidadão ia lá, criava uma página com um determinado conteúdo e esperava que quem buscasse no Cadê?, Yahoo ou AltaVista fosse parar ali. Achar esse conteúdo, entretanto, era uma questão de sorte, já que as buscas não eram tão relevantes quanto são hoje, e muitos dos melhores links recebíamos dos amigos.
Daí surgiu o Google, e no sétimo dia ninguém mais usava o Cadê.
Ele era mais relevante, rápido e clean. Provavelmente foi a partir dele que a maioria das pessoas descobriu os blogs, amplamente conhecidos na época como diários virtuais. Mas acima de serem diários virtuais, os blogs tornaram-se ferramentas práticas para publicar qualquer tipo de conteúdo de forma simples, já que os editores WYSIWYG eram mais usáveis do que atualizar um documento html. Com o tempo, ao invés de diários, os blogs passaram a ser reconhecidos como plataformas de publicação, que se tornaram imensamente populares, ajudando a aumentar ainda mais aquele já enorme número de informações disponíveis na web. Haja Google pra indexar tudo isso.
E nesses tempos onde ‘todo mundo pode ter voz’ somos cada vez mais bombardeados por informações, em uma velocidade e volume jamais vistos antes. Obviamente, é impossível absorver todos esses dados, e é aí que começam os problemas. De que adianta ter um mar de informação disponível se não há tempo para ‘consumir’ tudo? Seria o mesmo que assinar dois jornais diferentes e três revistas e querer ler tudo de cabo a rabo: não tem como.
Assim, pela simples impossibilidade de consumir toda a informação disponível estamos nos tornamos seres cada vez mais “filtradores”.

Os ‘Bob Esponjas’ Digitais: filtrando conteúdo
Cada um vai aprendendo, ao seu modo, a melhor forma de selecionar as informações. Isso já funcionava desde os jornais, quando se escolhia qual matéria ler por completo ou apenas a manchete. Com a popularização dos meios de comunicação, esse processo de seleção passou a ser mais automatizado, com o uso de palavras-chave, assuntos ou a partir do que outras pessoas selecionaram para compartilhar. É como se virássemos bots, varrendo rapidamente textos em busca de algo interessante.
A criação e adaptação de métodos pessoais de seleção de conteúdo permite que informações consideradas irrelevantes sejam evitadas e possibilita o desenvolvimento de um senso crítico aguçado e a limitação do número de informações que cada pessoa efetivamente ‘consome’ para um valor razoável e absorvível. Entretanto, como consequência dessa necessidade de ’selecionar para consumir’, muitas vezes informações importantes são perdidas no caminho. Às vezes isso acontece porque a seleção de cada um é feita por um sistema experimental – na base da tentativa e erro – e pode deixar muita coisa passar, ou pelo fato de algumas pessoas construírem métodos inflexíveis, que acabam gerando um ‘isolamento’, onde perde-se algo bom por não estar dentro do atual critério de seleção.
E é por isso que cada vez mais os sistemas de compartilhamento de informação crescem em popularidade. As pessoas estão criando o hábito de compartilhar o que leem e veem, e esse hábito tem sido valorizado por quem considera crucial estar por dentro, mas nem sempre tem tempo de filtrar as informações que lhe interessam.
É daí que surge o sucesso de serviços como o twitter, onde o que vale é seguir pessoas que façam filtragens relevantes para quem segue: além de manter contato com alguém interessante, também economiza-se o tempo que levaria pra selecionar as informações.
O número de informações disponíveis só tende a crescer, mas as horas do nosso dia serão sempre as mesmas. Compartilhar informações, fazer marcações, tentar ao máximo se organizar em torno de tags e categorias, followers, emails, links é a forma que essa geração que é soterrada de informações encontrou para tentar absorver e não enlouquecer.
Com o tempo e a experiência, os métodos pessoais de filtragem vão se aprimorando, de acordo com a situação. Quanto menos tempo disponível tivermos e quanto mais informações forem jogadas nesse marzão digital, mais exigente serão os métodos de filtragem. Seremos cada vez mais seletivos: seguiremos determinadas pessoas, teremos mais filtros em nossas caixas de email, leremos menos blogs, jornais ou notícias. Vamos dar bastante valor à seleção de pessoas relevantes em nosso meio.
E, principalmente, vai ser cada vez mais necessário ser efetivamente relevante para chegar até nossos olhos e ouvidos.
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Não raro a gente ouve falar que o brasileiro lê pouco, que os jovens não costumam gostar de livros, que falta cultura nesse país, essas coisas. Eu inclusive já tentei pesquisar e falar mais sobre o assunto, sempre apostando que a gente lê sim, e muito, mas não nos livros. E eu nunca vi ninguém conseguir explicar, por A + B, porque os livros são tão caros e tão inacessíveis nessa terra tupiniquim.
Encontrar explicações plausíveis era tão difícil, tão complicado, que eu resolvi pesquisar por conta. Fui atrás de editoras famosas, procurei falar com o atendimento das mesmas e questionar porque o valor de venda dos livros é tão alto. Cheguei até mesmo a perguntar à editoras internacionais, com o intuito de fazer uma comparação – afinal, todo mundo já ouviu falar pelo menos uma vez na vida que “livros norte-americanos em paperback são muito mais baratos que as edições nacionais”. Mas foi tudo em vão, pouquíssimas delas responderam; algumas agradeceram o contato, outras me encaminharam a outros órgãos responsáveis (que também não responderam). Fiquei decepcionada duas vezes, uma por não conseguir nenhum retorno satisfatório, outra por continuar com a minha dúvida.
Até que um dia, em um encontro despretensioso com o professor Paulo Franchetti, presidente do conselho editorial e diretor-executivo da Editora da Unicamp, tive a oportunidade de conversar com ele sobre algumas questões editoriais que me intrigavam, e além de respostas, tive um interessante panorama do processo de edição e publicação de livros no Brasil, o que eu acho que vale muito a pena compartilhar.
Como todos sabemos, ser brasileiro, além de conhecer samba e carnaval, subentende também o entendimento de alguns outros conceitos como corrupção, miséria, desigualdade e livros caros. E como a gente acaba sempre culpando a pessoa errada, toda vez que pensamos em livros caros maldizemos as editoras, usando todo o nosso repertório: corruptas, aproveitadoras, blablablá. Acontece que a culpa, na verdade, é das LIVRARIAS. Sim, aquela bonita livraria, com café e internet, música ambiente e tudo o mais está extorquindo de você, cobrando caro pelos livros que, normalmente, custam METADE do que você pagou. Eu explico: As livrarias não adquirem os livros, elas os vendem por consignação, ou seja, os livros ficam na estante e, quando vendidos, o valor do livro é revertido para a editora. Isso tudo com a pequeníssima margem de 100% de lucro em cada exemplar. Pode começar a pedir compulsivamente descontos nas livrarias, sem dor na consciência. Elas podem, e você não está, de forma alguma, fazendo com que tenham prejuízo.
E tem mais: além de terem 100% de lucro, as livrarias cobram aluguel da estante onde os livros vão ficar. E por centímetro. Avalie você o quanto deve custar para uma editora para manter um Ulysses, de Joyce, em uma estante. E – pasmem – quando um livro fica por muito tempo na estante sem ser vendido, as livrarias retornam esses livros para as editoras (que pagaram o aluguel da estante!), alegando que o livro não circulou. Isso explica a seção de best sellers, todos os clássicos, e o porquê de não encontrarmos livros que não estão no circuito comercial para pronta entrega, apesar das livrarias estarem sempre dispostas a fazer encomendas.
Se você, como eu, ficou surpreso e estarrecido com tudo isso, deve estar agora pensando em como poderíamos solucionar esse problema, como por exemplo barateando o custo do livro, trocando a impressão em folha normal por papel jornal, essas coisas que encontramos nas edições paperback norte-americanas. Pois bem, o triste é que isso não é possível. Hoje em dia, o custo de um livro já é bastante barato, praticamente equivalente ao paperback americano, só que com melhor qualidade.
Segundo o professor Franchetti, o que acontece nos Estados Unidos é que sempre a edição em paperback é lançada depois da edição de luxo, com capa dura e costurada. Depois de toda essa tiragem ser vendida é que se publicam os livros em paperback, que basicamente é o livro em capa mole e com interior em papel jornal. Costumeiramente, as edições de luxo nos Estados Unidos acabam rápido, porque boa parte delas é adquirida pelas bibliotecas americanas, devido à sua durabilidade, e por colecionadores. No Brasil, nossas edições de luxo são lançadas apenas em algumas situações, como em comemoração a algum centenário, e têm uma tiragem bem pequena. E o nosso “paperback” tem um papel de melhor qualidade, pois existem subsídios do governo que barateiam o papel para livro, de forma que ele fica mais viável que o papel jornal.
Resumo da ópera: livro no Brasil é caro porque as livrarias apelam nos preços, e temos o nosso próprio paperback, que chamamos de capa-mole, que é muito melhor, em termos de qualidade, do que o paperback norte-americano.
Tudo isso me fez pensar em duas coisas: primeiro, de nada adianta termos e-readers, se vamos continuar vendo as livrarias lucrarem verdadeiros absurdos em cima de nossos livros; segundo, se um dia eu quiser ganhar muito dinheiro, vou abrir uma loja online e adquirir os livros das editoras, vendendo com 50% de margem de lucro. Mas aí, provavelmente, vão me tirar do mercado a força.
Portanto, é hora de parar de reclamar que brasileiro não tem cultura, que não lê livro, que não se esforça. A gente tem toda a cultura que a máquina de xerox deixa a gente alcançar. Assim, acho que já passou da hora de ter alguma medida que faça com que as livrarias fiquem mais sensatas, e parem de querer fazer fortuna em cima de quem quer “fazer” cultura.
>> Saiba mais sobre o assunto no artigo “Entenda a lógica estúpida do mercado editorial em 7 tópicos“, de Alessandro Martins
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