Esse livro é para enganar você que julga um livro pela capa: “Sonhar Acordado”, apesar de ter a maior pinta de livro de autoajuda, é muito mais abrangente e menos enganador.
Parte da série Virgília, que tem um curioso foco em fazer “o Tico e o Teco e a turma toda funcionar”, Sonhar Acordado tem margem espaçosa, feita para que aquelas anotações não fiquem apertadas demais, e letras bem espaçadas, o que não cansa a vista. Trata-se de um livro feito para ler com calma, em doses homeopáticas, com tempo para apreender as diversas dicas e informações que Raul Rosenthal tem a passar.
Raul Rosenthal decidiu dividir seus livros em duas partes: uma expositiva, prática, direta, e outra um pouco mais subjetiva, sensível e sutil. A primeira parte tem o intuito de auxiliar jovens profissionais e veteranos com dúvidas e questionamentos a entenderem o ambiente corporativo e conseguirem superar algumas de suas barreiras – apelidadas pelo autor de “paredes invisíveis” dos escritórios das grandes companhias – e como lidar com as oportunidades de crescimento que podem surgir no caminho.
Na segunda, Rosenthal discute de forma mais subjetiva sobre como desenvolver capacidades “não técnicas” para se tornar um profissional cada vez melhor. Segundo o autor, não pode faltar coragem, determinação, disciplina, sociabilidade e, acredite se quiser, intuição.
Com um toque de biografia, mas sem se prender demais aos detalhes da vida pessoal, Raul Rosenthal mostra como alcançou seu sucesso profissional e conta quais foram seus pontos fortes e fracos, as falhas que percebeu em sua caminhada – aliás, muito louvável a parte em que o autor admite ter destinado pouco tempo à própria família, priorizando demais o trabalho – e divide sua experiência com o leitor como se desse conselhos a um filho ou neto.
Esse caráter intimista é também perceptível ao final de cada capítulo, quando o autor escreve uma “carta” ao leitor, resumindo os principais pontos argumentados e incitando quem o lê a tomar as rédeas de seu futuro e prestar mais atenção em detalhes e sutilezas da vida profissional.Apesar do foco em grandes corporações, as dicas de Rosenthal servem para todos que querem entender melhor o complicado mundo profissional.
E como pensamentear – ainda mais sobre livros – é muito mais gostoso quando tem mais gente, vou sortear dois exemplares de “Sonhar Acordado: faça o que você sempre sonhou fazer” entre os seguidores do recentíssimo twitter do Pensamenteando.
O sorteio vai ser feito na sexta-feira, 12 de fevereiro, às 18h, pela ferramenta sorteie.me, portanto só vão concorrer aos exemplares aqueles que estiverem seguindo o Pensamenteando (@pensamenteando).
Mas se você ficou super empolgado e não vai aguentar esperar até sexta-feira, você também pode adquirir o seu aqui.
Sonhar Acordado: faça o que você sempre sonhou fazer
de Raul Rosenthal
292 páginas
Editora Saraiva
R$ 44,00
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Provavelmente os usuários mais compulsivos de internet se lembram do episódio da briga entre blogueiros e o Estadão, quando o jornal resolveu fazer uma propaganda muito questionável sobre a real ‘credibilidade’ dos blogs, que poderiam ser feitos por qualquer Zé Mané. Cerca de três anos depois, o número elevado de blogs sendo processados mostra que, efetivamente, os blogs se tornaram uma mídia com visibilidade e respaldo, tanto que estão sendo procurados judicialmente para responder por seus posts.
“Os processos são a prova de que os blogs ficaram importantes”, resumiu Alessandro Martins, “E você [dono de blog] tem extrema responsabilidade sobre aquilo que está dizendo”, frisou o blogueiro e ‘embaixador’ dos blogs no debate sobre direito e internet na Campus Party 2010.
E como disse certa vez Peter Parker, “with great power comes great responsibility“. Assim, não adianta desesperar frente à uma notificação extra-judicial. Flávia Penido, advogada e blogueira, conta que o advogado acaba virando ‘meio psicólogo’ do cliente, acalmando e explicando que uma notificação não é nada demais. “Esse é o meio mais civilizado que os advogados encontraram para tentar pedir que algo seja feito antes que vire alguma coisa mais drástica”, ressalta Marcel Leonardi, doutor em direito. E acatar todos os pedidos de uma notificação por receio de um possível processo não é exatamente a melhor saída. Isso porque sempre existe aquele que abusa de seu direito e pede (via notificação, que tem um juridiquês terrível e faz você pensar que aquilo é o fim da picada) coisas que não necessariamente devem ser cumpridas. “Ou você combate, ou cada vez mais vai acontecer isso”, alerta Leonardi.
O juiz Jorge Araújo também explicou que quem acaba sofrendo mais com os processos é a classe média, já que as pessoas carentes podem requerer assistência jurídica gratuita, e os mais abastados não se incomodam em pagar um.
Um dos pontos mais interessantes do debate, a meu ver, foi a explicação de Marcel Leonardi sobre como funcionaria uma instituição brasileira que seguisse os moldes do EFF e qual a real necessidade da sua criação. Leonardi, que já teve experiência na EFF norte-americana, explica que legalmente os advogados não podem exercer a profissão sem cobrar por isso – ou seja, não podem ‘trabalhar de graça’. Entretanto, existe a chamada advocacia pro bono, que é quando um advogado presta seus serviços sem cobrar os honorários – traduzindo, um trabalho voluntário, sem cobrança, conhecido como “advocacia gratuita”. Vale ressaltar um trecho da wiki que trata da diferença entre a advocacia gratuita (pro bono) e a assistência jurídica gratuita: a última é a que é oferecida à população carente.
Só que a advocacia pro bono tem lá suas regras: pode ser gratuita para uma entidade, e não para uma pessoa física. É nesse ponto que a criação de uma EFF brasileira é interessante: ela representaria a causa da preservação dos direitos de expressão na internet, e atuariam em nome da ‘EFF brasileira’, por assim dizer, os advogados voluntários, em sistema de pro bono.
A proposta é interessantíssima, e logo depois do debate, aconteceu uma discussão entre os mais engajados para trabalhar na construção dessa entidade, que não precisa necessariamente ser uma EFF, basta ser uma instituição com missões e objetivos bem claros.
Seria muita pretensão da minha parte querer condensar uma discussão tão rica em alguns poucos parágrafos. É por isso que eu recomendo com ênfase que você que não teve oportunidade de assistir ao debate assista à gravação feita pela equipe da Campus TV.
Fica o meu parabéns a todos os participantes da mesa, que deram um show.
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Tags: campus party, direito, direito digital, EFF, Internet, notificação extra-judicial, processos
Tumblr: seu blog zapt-zupt
Assim que surgiu, em 2007, o Tumblr não foi compreendido por muita gente. “Qual é a desse Tumblr? Outro sistema de blogs?” Não exatamente. Alguns, sem entender muito bem quais seriam as utilidades da nova ferramenta, especularam ser uma atualização de sistemas de ‘friendfeed’ – quando um usuário concentra sua presença online em um único lugar.
Apesar de também servir para esse – e tantos outros – propósitos, o Tumblr na verdade queria revolucionar pela facilidade de uso: as diferentes formas de postagem figuram logo no painel de controle, e as opções de customização de design são grandes.
A idéia principal é ser simples o suficiente para um usuário iniciante (ou que não precisa de um sistema parrudo) e ao mesmo tempo ser completo para um usuário mais avançado, disponibilizando a possibilidade de edição de HTML, inserção de script do Google Analitics e até mesmo o uso de um domínio próprio. O melhor? Tudo isso de forma gratuita.
Criar um friendfeed no Tumblr também é muito fácil, já que ele permite importar como postagens arquivos XML, que são aqueles utilizados nos RSSs de blogs e sites. Assim, quem quiser fazer uma ‘central de notícias’ de si mesmo pode importar diversos links para um mesmo tumblr.
Essas facilidades, funcionalidades, e grandes possibilidades de customização fizeram com que o tumblr ganhasse bastante espaço, em especial para blogs de nicho ou coleções de conteúdos específicos. Surgiu até mesmo uma onda de blogs “fuck yeah” alguma coisa, que colecionam fotos, imagens e textos de um tema em especial. Dá pra encontrar de tudo: séries, músicas, artistas, de tudo mes-mo. Tem até um Tumblr com uma coleção de outros “fuckyeah” tumblrs.
Porque você deveria usar?
Se você quer algo simples e funcional, o tumblr é para você. Também serve bem como uma “central” para coletar diversas informações – sejam elas sobre si mesmo (friendfeed) ou sobre um tópico específico (os “fuckyeah” tumblrs)
Porque você não deveria usar?
Se você precisa de uma estruturação maior, definição de páginas e subpáginas, e quer um sistema mais robusto.
Onde eu faço um desses?
www.tumblr.com
*Este post está participando do Concurso Profissão Blogueiro, que vai premiar três blogueiros com netbook e kit completo para quem quer ter um blog de sucesso. Se você quer bombar o seu blog, participe!(www.ideiasnoar.com.br/profissaoblogueiro)*
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Tags: Blog, facil, simples, tumblr, usabilidade
Quem vê de longe acha que é coisa de gente maluca: acampar num galpão para usar internet de 10GB e assistir palestras que estão há poucos metros de distância via streaming.
Mas não é. Quem vem pra cá quer fazer amigos e se divertir. E, de quebra, fazer o download de jogos, seriados e filmes. A Campus Party mantém um caráter de festa acima de tudo. Lógico que regras são necessárias, mas a organização está preparada para deixar o pessoal curtir bastante e se divertir
Prova disso foi a ‘dança das cadeiras’ nerd que aconteceu na madrugada desta quinta-feira. Provavelmente cansados de ficar horas sentados em frente à telinhas e telonas – tem quem traga a TV 42” de casa pra jogar - e resolveram se movimentar um pouco. Em um repeteco do que aconteceu em 2009, onde todos gritavam “queremos música”, esse ano a nerdaiada levantou as cadeiras pra cima e saiu correndo pela arena, clamando por “Red Bull”. Também pudera, só com energético para aguentar.
Se você pensa que é tudo, é porque ainda não viu nada. Tem Pac-Man ao vivo, guerra de aviãozinho de papel e muita alegria que emana desses campuseiros. Na madrugada de sexta, todos jogaram abanadores do mercado livre pelos ares, bateram palmas e fizeram “ola”. Teve até uma mini-rave para animar a galera.
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Campus Party 2010: 24h no ar
A Campus Party não desliga! Na segunda madrugada do evento, o clima é de muita empolgação e nadica de sono.
Um pouco movido a energéticos, que são vendidos por um preço bastante razoável dentro da arena dos campuseiros, gamers, bloggers e geeks de todos os tipos ficam vidrados em suas telinhas de diversos tamanhos – desde TVs de 42” até discretos netbooks de 8”.
Neste segundo dia do evento – e primeiro com palestras em todas as áreas – a Campus Party mostrou que ainda pode surpreender muita gente. Superando algumas espectativas, como a melhora na alimentação, visível nos comentários via Twitter, e decepcionando alguns com uma conexão não tão rápida e uma acústica ainda muito ruim, o saldo até o momento tem sido positivo, tanto para quem veio como para quem não pode comparecer, que encontrou na transmissão ao vivo das palestras um consolo por estar “de fora”.
Transmissão essa, aliás, que ajudou muita gente que estava dentro da arena. Em algumas áreas, como a de Criatividade, o ruído era muito grande, com até três palestras acontecendo simultaneamente e interferindo uma no áudio da outra. Uma solução encontrada por diversos campuseiros foi assistir às apresentações de longe, acompanhando pelo streaming ao vivo, que tinha um delay mínimo e uma qualidade de áudio muito boa. Pode parecer irônico, mas não era raro ver pessoas assistindo à debates que aconteciam a poucos metros nas telas de computadores.
O clima chuvoso também ajudou a manter a temperatura amena, mas cariocas reclamaram de frio e paulistanos, de calor.
Os destaques do dia foram a apresentação de Kevin Mitnick, famoso hacker californiano que apresentou-se no palco principal explicando os novos métodos de engenharia social utilizados pelos hackers para obter informações e dados confidenciais, e o case Jovem Nerd, que atraiu diversos fãs para a área do Campus Blog.
Além das palestras, cenas curiosas chamaram a atenção da imprensa, como os dois bonecos de Steve Jobs e Bill Gates que rodaram com um carrinho de compras pela arena, um dirigível do Windows Live, além da estranha presença de mimeógrafos e máquinas de escrever.
Mas apesar da animação, já tem muita gente bem cansada do ritmo frenético da Campus Party, e não é raro encontrar campuseiros dormindo em puffs e sofás espalhados entre bancadas e stands internos.
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