Troque seus livros na Estante Virtual no Rio de Janeiro

Já pensou se deparar com uma estante enorme, de 4 metros de altura por 5 metros de largura, e poder trocar os seus livros usados por outros? Pois pare de imaginar e vá conferir, porque a Estante Virtual se “materializou” na 14ª Bienal Intenacional do Livro do Rio de Janeiro com essa e-nor-me estante para comemorar os 4 anos de sucesso do portal.

from GettyImages

Lá também estarão reunidos livreiros de todo o país para conversar sobre livros, dar dicas de leitura, sugestões, enfim, disponíveis para uma verdadeira consultoria literária, além da presença de uma grande personalidade da literatura brasileira na área dos sofás para aquela conversinha sobre livros.

E mais: a estante gigante está aberta para a troca de livros! Funciona assim: você leva um livro que você já leu para colocar na estante e troca por qualquer outro que já esteja ali. O limite de troca é de 10 livros por pessoa, mas isso já dá pra uns bons meses de leitura, não é mesmo?

No final da Bienal, os livros que ficarem na estante gigante serão doados para uma instituição ou comunidade que será indicada pelos próprios visitantes do stand.

Tá esperando o quê? Corre lá para aproveitar!

XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro
de 10 a 20 de setembro de 2009 no Riocentro
Av. Salvador Allende, nº 6555 – Barra da Tijuca

O stand da Estante Virtual é o R20, no Pavilhão Verde

Ingressos a R$12 a inteira e R$6 a meia
Mais informações no site da Bienal

Como falar sobre o que você não leu

A gente gosta sempre de culpar o excesso. “São tantos links, tantos emails, tantas matérias, artigos, jornais, revistas, livros…” É, realmente, são muitos, mas o que também não ajuda nem um pouco é a  “síndrome neurótica da ignorância” que as pessoas desenvolvem, achando que não sabem o suficiente ou, pior!, que o vizinho sabe muito mais e assim ficam se sentindo em desvantagem.

Um dos maiores aprendizados que faltam hoje em dia é o saber lidar com o “não saber”. Ao se perceber ignorando um determinado assunto, muitas pessoas entram em pânico e acabam tendo decisões extremadas: ou saem para conseguir todos os livros acerca do tal assunto que não conhecem, ou desistem, pensando ‘isso é muito complicado pra mim’.

A simples consciência sincera de não saber sobre algo, em princípio, já é um conhecimento. Parece absurdo, mas delimitar as “fronteiras” do próprio conhecimento evidencia o saber individual. Por isso, não saber não é motivo de pânico, e sim uma questão de demarcar limites.

80488340E a verdade é que o  mundo tá atolado de informações, e você provavelmente não vai ter tempo de consumir boa parte delas, fato.  E não dá pra entrar em desespero todos os dias.  Mas, ainda assim, é possível conhecer e se inteirar sobre os assuntos sem, contudo, precisar estar em cima do lance o tempo todo. E é  disso que fala Pierre Bayard em seu livro “Como falar dos livros que não lemos”.

Professor de literatura francesa da Universidade de Paris, Bayard liberta aqueles que se sentiam contraventores das convenções acadêmicas ao falar sobre algo que não leram por completo. Segundo o professor francês, muitas vezes não é necessário ler um livro completamente para poder falar dele. Tanto porque, com o volume de publicações anuais, seria humanamente impossível ler todos os livros dos quais temos que falar em algum momento da vida. Bayard afirma que mais do que ler todas as páginas, é preciso saber contextualizar a obra, relacioná-la com outras, interpretá-la segundo critérios pessoais, enfim, conhecê-la e não apenas consumir parágrafos.

Apesar de poder ser mal vista por críticos literários e acadêmicos, que tem suas profissões baseadas no saber sobre livros, a obra do professor francês lembra que o que faz um bom crítico literário é experiência de vida que faz com que ele possa distinguir rapidamente um bom livro de um mau livro. Ele relembra uma citação atribuida a Oscar Wilde, que dizia que apenas 6 minutos de leitura bastavam para julgar um livro como bom ou ruim.

O principal mérito do Bayard em “Como falar dos livros que não lemos” é desmistificar o pré-suposto de que para falar sobre livros é preciso ser um especialista, com anos de prática e pesquisa, além de milhares de “livros-lidos” no currículo. Pouco vale uma estante lotada de títulos se não se não existe a capacidade de interpretá-los e relacioná-los entre sí. Afinal, um dos motivos de lermos tanto é ter bagagem para entender outros tantos livros.

O autor também ressalta que a interpretação literária depende de muitos fatores, como o repertório individual e a cultura na qual o indivíduo se desenvolveu, e nenhuma delas estará errada se houver uma boa argumentação. Boa argumentação, aliás, é o que não falta ao professor francês, além do bom uso de analogias e exemplos literários para elucidar seus pontos: ao falar sobre um determinado argumento, Bayard ilustra a situação usando obras literárias, personagens cinematográficos e situações cotidianas, o que torna o livro ainda mais rico e interessante.

Leitura recomendada, em especial para os universitário da área de humanas, potenciais alvos da síndrome neurótica da ignorância.

como_falar_divComo falar dos livros que não lemos
Pierre Bayard
Editora Objetiva

208 páginas

R$32,90

Marzão Digital

Antes era o GeoCities.

O cidadão ia lá, criava uma página com um determinado conteúdo e esperava que quem buscasse no Cadê?, Yahoo ou AltaVista fosse parar ali. Achar esse conteúdo, entretanto, era uma questão de sorte, já que as buscas não eram tão relevantes quanto são hoje, e muitos dos melhores links recebíamos dos amigos.

Daí surgiu o Google, e no sétimo dia ninguém mais usava o Cadê.

Ele era mais relevante, rápido e clean. Provavelmente foi a partir dele que a maioria das pessoas descobriu os blogs, amplamente conhecidos na época como diários virtuais. Mas acima de serem diários virtuais, os blogs tornaram-se ferramentas práticas para publicar qualquer tipo de conteúdo de forma simples, já que os editores WYSIWYG eram mais usáveis do que atualizar um documento html. Com o tempo, ao invés de diários, os blogs passaram a ser reconhecidos como plataformas de publicação, que se tornaram imensamente populares, ajudando a aumentar ainda mais aquele já enorme número de informações disponíveis na web. Haja Google pra indexar tudo isso.

godgoogle

E nesses tempos onde ‘todo mundo pode ter voz’  somos cada vez mais bombardeados por informações, em uma velocidade e volume jamais vistos antes. Obviamente, é impossível absorver todos esses dados, e é aí que começam os problemas. De que adianta ter um mar de informação disponível se não há tempo para ‘consumir’ tudo?  Seria o mesmo que assinar dois jornais diferentes e três revistas e querer ler tudo de cabo a rabo: não tem como.

Assim, pela simples impossibilidade de consumir toda a informação disponível estamos nos tornamos seres cada vez mais “filtradores”.

SB_glasses
Os ‘Bob Esponjas’ Digitais: filtrando conteúdo

Cada um vai aprendendo, ao seu modo, a melhor forma de selecionar as informações. Isso já funcionava desde os jornais, quando se escolhia qual matéria ler por completo ou apenas a manchete. Com a popularização dos meios de comunicação, esse processo de seleção passou a ser mais automatizado, com o uso de palavras-chave, assuntos ou a partir do que outras pessoas selecionaram para compartilhar. É como se virássemos bots, varrendo rapidamente textos em busca de algo interessante.

A criação e adaptação de métodos pessoais de seleção de conteúdo permite que informações consideradas irrelevantes sejam evitadas e possibilita o desenvolvimento de um senso crítico aguçado e a limitação do número de informações que cada pessoa efetivamente ‘consome’ para um valor razoável e absorvível. Entretanto, como consequência dessa necessidade de ’selecionar para consumir’, muitas vezes informações importantes são perdidas no caminho. Às vezes isso acontece porque a seleção de cada um é feita por um sistema experimental – na base da tentativa e erro – e pode deixar muita coisa passar, ou pelo fato de algumas pessoas construírem métodos inflexíveis, que acabam gerando um ‘isolamento’, onde perde-se algo bom por não estar dentro do atual critério de seleção.

E é por isso que cada vez mais os sistemas de compartilhamento de informação crescem em popularidade. As pessoas estão criando o hábito de compartilhar o que leem e veem, e esse hábito tem sido valorizado por quem considera crucial estar por dentro, mas nem sempre tem tempo de filtrar as informações que lhe interessam.

É daí que surge o sucesso de serviços como o twitter, onde o que vale é seguir pessoas que façam filtragens relevantes para quem segue: além de manter contato com alguém interessante, também economiza-se o tempo que levaria pra selecionar as informações.

colour-twitterprojection

O número de informações disponíveis só tende a crescer, mas as horas do nosso dia serão sempre as mesmas. Compartilhar informações, fazer marcações, tentar ao máximo se organizar em torno de tags e categorias, followers, emails, links é a forma que essa geração que é soterrada de informações encontrou para tentar absorver e não enlouquecer.

Com o tempo e a experiência, os métodos pessoais de filtragem vão se aprimorando, de acordo com a situação. Quanto menos tempo disponível tivermos e quanto mais informações forem jogadas nesse marzão digital, mais exigente serão os métodos de filtragem. Seremos cada vez mais seletivos: seguiremos determinadas pessoas, teremos mais filtros em nossas caixas de email, leremos menos blogs, jornais ou notícias. Vamos dar bastante valor à seleção de pessoas relevantes em nosso meio.

E, principalmente, vai ser cada vez mais necessário ser efetivamente relevante para chegar até nossos olhos e ouvidos.

Livros: a estranha lógica editorial

Não raro a gente ouve falar que o brasileiro lê pouco, que os jovens não costumam gostar de livros, que falta cultura nesse país, essas coisas. Eu inclusive já tentei pesquisar e falar mais sobre o assunto, sempre apostando que a gente lê sim, e muito, mas não nos livros. E eu nunca vi ninguém conseguir explicar, por A + B, porque os livros são tão caros e tão inacessíveis nessa terra tupiniquim.

57640474

Encontrar explicações plausíveis era tão difícil, tão complicado, que eu resolvi pesquisar por conta. Fui atrás de editoras famosas, procurei falar com o atendimento das mesmas e questionar porque o valor de venda dos livros é tão alto. Cheguei até mesmo a perguntar à editoras internacionais, com o intuito de fazer uma comparação – afinal, todo mundo já ouviu falar pelo menos uma vez na vida que “livros norte-americanos em paperback são muito mais baratos que as edições nacionais”. Mas foi tudo em vão, pouquíssimas delas responderam; algumas agradeceram o contato, outras me encaminharam a outros órgãos responsáveis (que também não responderam).  Fiquei decepcionada duas vezes, uma por não conseguir nenhum retorno satisfatório, outra por continuar com a minha dúvida.

Até que um dia, em um encontro despretensioso com o professor Paulo Franchetti, presidente do conselho editorial e diretor-executivo da Editora da Unicamp, tive a oportunidade de conversar com ele sobre algumas questões editoriais que me intrigavam, e além de respostas, tive um interessante panorama do processo de edição e publicação de livros no Brasil, o que eu acho que vale muito a pena compartilhar.

Como todos sabemos, ser brasileiro, além de conhecer samba e carnaval, subentende também o entendimento de alguns outros conceitos como corrupção, miséria, desigualdade e livros caros. E como a gente acaba sempre culpando a pessoa errada, toda vez que pensamos em livros caros maldizemos as editoras, usando todo o nosso repertório: corruptas, aproveitadoras, blablablá. Acontece que a culpa, na verdade, é das LIVRARIAS. Sim, aquela bonita livraria, com café e internet, música ambiente e tudo o mais está extorquindo de você, cobrando caro pelos livros que, normalmente, custam METADE do que você pagou.  Eu explico: As livrarias não adquirem os livros, elas os vendem por consignação, ou seja, os livros ficam na estante e, quando vendidos, o valor do livro é revertido para a editora. Isso tudo com a pequeníssima margem de 100% de lucro em cada exemplar. Pode começar a pedir compulsivamente descontos nas livrarias, sem dor na consciência. Elas podem, e você não está, de forma alguma, fazendo com que tenham prejuízo.75461882

E tem mais: além de terem 100% de lucro, as livrarias cobram aluguel da estante onde os livros vão ficar. E por centímetro. Avalie você o quanto deve custar para uma editora para manter um Ulysses, de Joyce, em uma estante.  E – pasmem – quando um livro fica por muito tempo na estante sem ser vendido, as livrarias retornam esses livros para as editoras (que pagaram o aluguel da estante!), alegando que o livro não circulou. Isso explica a seção de best sellers, todos os clássicos, e o porquê de não encontrarmos livros que não estão no circuito comercial para pronta entrega, apesar das livrarias estarem sempre dispostas a fazer encomendas.

Se você, como eu, ficou surpreso e estarrecido com tudo isso, deve estar agora pensando em como poderíamos solucionar esse problema,  como por exemplo barateando o custo do livro, trocando a impressão em folha normal por papel jornal, essas coisas que encontramos nas edições paperback norte-americanas. Pois bem, o triste é que isso não é possível. Hoje em dia, o custo de um livro já é bastante barato, praticamente equivalente ao paperback americano, só que com melhor qualidade.

Segundo o professor Franchetti, o que acontece nos Estados Unidos é que sempre a edição em paperback é lançada depois da edição de luxo, com capa dura e costurada. Depois de toda essa tiragem ser vendida é que se publicam os livros em paperback, que basicamente é o livro em capa mole e com interior em papel jornal. Costumeiramente, as edições de luxo nos Estados Unidos acabam rápido, porque boa parte delas é adquirida pelas bibliotecas americanas, devido à sua durabilidade, e por colecionadores. No Brasil, nossas edições de luxo são lançadas apenas em algumas situações, como em comemoração a algum centenário, e têm uma tiragem bem pequena. E o nosso “paperback” tem um papel de melhor qualidade, pois existem subsídios do governo que barateiam o papel para livro, de forma que ele fica mais viável que o papel jornal.

Resumo da ópera: livro no Brasil é caro porque as livrarias apelam nos preços, e temos o nosso próprio paperback, que chamamos de capa-mole, que é muito melhor, em termos de qualidade, do que o paperback norte-americano.

Tudo isso me fez pensar em duas coisas: primeiro, de nada adianta termos e-readers, se vamos continuar vendo as livrarias lucrarem verdadeiros absurdos em cima de nossos livros; segundo, se um dia eu quiser ganhar muito dinheiro, vou abrir uma loja online e adquirir os livros das editoras, vendendo com 50% de margem de lucro. Mas aí, provavelmente, vão me tirar do mercado a força.71553618

Portanto, é hora de parar de reclamar que brasileiro não tem cultura, que não lê livro, que não se esforça. A gente tem toda a cultura que a máquina de xerox deixa a gente alcançar. Assim, acho que já passou da hora de ter alguma medida que faça com que as livrarias fiquem mais sensatas, e parem de querer fazer fortuna em cima de quem quer “fazer” cultura.

>> Saiba mais sobre o assunto no artigo “Entenda a lógica estúpida do mercado editorial em 7 tópicos“, de Alessandro Martins

Março, mês da mulher. Oh, Really?

As pessoas começam a te dar parabéns, você recebe cartões, chocolates e flores. E não é seu aniversário.

80055125

Isso é que tem sido o dia internacional da mulher. Uma comemoração mais comercial do que ideológica, e que por vezes pode ser até mesmo controversa. Imagine você que muitas vezes o homem que entrega flores no dia 8 de março é o mesmo que maltratou a esposa no dia 7; o mesmo empregador que homenageia as funcionárias nesse mesmo dia é também aquele que não dá igualdade salarial para homens e mulheres de mesma função.

Então, para que raios vem servindo o dia da mulher? Pra nada, a não ser alavancar a vendar de flores, chocolates e cartões.

E quer saber? Acho que março poderia ser convertido no mês no qual as mulheres se preocupam consigo mesmas. Toda mulher deveria ser lembrada, no mês da mulher, de marcar seus médicos de rotina, principalmente o ginecologista. Deveriam lembrar de ligar para as amigas, de sair para conversar, de se distrair como um indivíduo, e não como parte de uma instituição – seja ela empresarial ou familiar, já que muitas vezes os casais saem juntos e se divertem juntos, inibindo o espaço da individualidade. Todas as mulheres deveriam ser lembradas de prevenir-se, de cuidar-se, de amar-se como indivíduo, e não apenas cumprir um papel. Deveriam se doar menos e serem mais egoístas.

Porque mulher passa o ano inteiro se preocupando com o trabalho, com a família, com o marido ou namorado, com tudo, menos com ela mesma. Sabe como eu sei disso? Porque eu também sou mulher, e precisei ser convidada a conhecer o Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer, em São Paulo, para me lembrar da importância do cuidar de si mesma.

O IBCC é um dos melhores hospitais para tratamento de câncer no Brasil, e inclusive é o autorizado brasileiro a receber as doações feitas a partir da venda de produtos que contém a marca do “Câncer de Mama no Alvo da Moda”. Essa marca foi criada por Ralph Lauren após a morte de sua amiga Nina Hyde, que teve câncer de mama.

Infelizmente não pude comparecer à visita, a rotina me impediu de sair do meu curso. A mesma rotina que impede centenas de milhares de mulheres de lembrarem dos auto-exames mensais, das consultas anuais, dos exames. Esse cotidiano corrido que faz com que seja necessário que se faça campanhas pra lembrar as mulheres do óbvio: de cuidar da própria saúde. Porque rosas não vão cuidar de ninguém.

E nem chocolates ou cartões vão trazer felicidade, ou senso de importância, a não ser que eles venham acompanhados de atitudes, de mudanças de pensamento e de atitudes. Se com cartões as garotas conseguissem pensar de forma menos machista, se com chocolates houvesse igualdade, somente assim eles fariam sentido no dia da Mulher.

Se em março todas as rosas entregues, os chocolates ofertados e  os cartões dedicados fossem convertidos em respeito, em preocupação real e em igualdade, faria muito mais sentido.

Próxima Página »


Pensamenta.. quem?

Jacqueline escreve porque precisa, porque quer discutir opiniões, pra tentar 'pensar fora da caixa' e pensamenteia em diversos lugares, mas tenta concentrar tudo aqui.

Twitter

Eu recomendo:


Um blog literário de destros e canhotos

Um passeio pelos bares de São José dos Campos

ATENÇÃO:

Todo e qualquer texto publicado na internet através do sistema de comentários não reflete a opinião deste blog ou de sua autora. Para informações mais detalhadas, visite a pagina de Políticas do Blog

Creative Commons

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Quantos online no momento?

website counter Free Hit Counter

Arquivos